DESAFIO DO APOIO FINANCEIRO DA ADEVIUDI

Atualmente, a Associação dos Deficientes Visuais de Uberlândia conta com 120 sócios efetivos, que podem ser os deficientes ou os voluntários. “Esses voluntários associados podem fazer leituras para o pessoal, fazer a limpeza do espaço e preparar o almoço, por exemplo,” explica Ivando. Muitos associados também contribuem financeiramente com o lugar, já que o custeio da Prefeitura às vezes não é suficiente. “A partir do mandato atual da Prefeitura, nós passamos a receber subvenção mensal. Esse ano está em torno de R$7.600 [por mês]. Mas não é suficiente para nossa despesa, né?”.

O coordenador, Ivando Ferreira, afirma que é preciso buscar outros meios para cobrir os gastos. “Todo mês a gente fica com débito de cerca de mil reais… Mas não podemos parar os trabalhos, porque acreditamos que amanhã sempre será melhor. Ainda fazemos alguns eventos beneficentes para ajudar e contamos com doações anônimas”, conta. Segundo Ivando, o dinheiro da subvenção é para pagar os funcionários e os encargos e “ás vezes sobra para pagar as contas de energia, água e papelaria (xerox, impressões etc)”. Futuramente, há um projeto de uma estufa de flores para conseguir mais recursos.

APOIO MÚTUO

 

Ana Carolina Deborges é auxiliar administrativa da ADEVIUDI há quatro anos, mas está associada há oito. Ela possui ceratocone com deslocamento de retina, o que a deixa com 5% de visão. Ela diz que as atividades da Associação a ajudaram a superar um momento difícil. “Na época que entrei aqui, eu estava com depressão porque meu pai tinha falecido e também havia a questão da dificuldade que eu sentia em ter a deficiência. Aí eu vim para cá e mudou tudo. Praticamente não saio mais daqui, já até falaram para eu trazer minha mala e ficar (risos)!”, relata.

Assim como ela, a auxiliar administrativa explica que muitas pessoas chegam à ADEVIUDI bastante perdidas, mas acabam encontrando apoio nos demais associados. “Tem muita gente que chega aqui num quadro depressivo por conta da deficiência visual, mas aí com o tempo e a convivência com os outros, a pessoa vê que não é daquela forma que pensava, omeça a participar das atividades e às vezes não quer nem sair mais”. Por experiência própria, Ana Carolina afirma que “todo mundo aqui é amigo e procura ajudar o outro da forma que pode”, finaliza.

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